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Giuliana Motyczka
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TESTANDO
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAa
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191008
Quando eu penso em ti parece que todas as outras coisas simplesmente deixam de existir, porque tu ocupas tanto espaço no meu coração e nos meus pensamentos, que se sobra algum lugar pras outras coisas, deve ser muito pequeno e bem mais fraco do que aquele que tu tens. Quando estou do teu lado, eu me sinto tão forte, tão segura de mim mesma, que eu poderia dizer que NADA me abalaria, que NINGUÉM me destruiria. Quando eu te sinto, tudo muda. Pareço uma criança frágil, fico toda boba e perco a noção do tempo, das coisas ao meu redor. De todos, tu és o único que permanece em mim até quando durmo. Pra mim, não há ninguém no mundo melhor que tu; ninguém mais capaz de me fazer feliz do que tu; ninguém que saiba melhor o que eu preciso do que tu, meu amor. E eu só espero poder ser pra ti um terço do que tu és pra mim; inesquecivelmente único. Ps1: preciso arrumar tudo por aqui. Ps2: alguém poderia me emprestar 205 reais? muito grata. |
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Em Saturno
Meus olhos fecham e abrem a todo instante; procuram um ponto fixo pra já não terem mais que vagar. Minha boca pede água, comida, sorrisos, palavras doces, comestíveis, mastigáveis, digestíveis, tudo que possa alimentá-la. Meus ouvidos apreciam o silêncio, gostam dos ruídos, do barulho ensurdecedor que traz o vazio. Meu nariz sente cheiro de tédio, de chuva, de cinza, tem alergia ao brilho do sol, ao pólem das flores e lhe agrada tanto o aroma dos dias passando quanto a mim me agradam os segundos. Minhas mãos encarregadas de sentir e apenas sentir, já não sabem onde vão e quem procuram; não sentem dor nem a leveza do vento. Estão aí, tão estáticas e catatônicas quanto eu tenho estado diante de todas aquelas coisas que eu ainda não sei. |
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Embalagem rosa - chóque (com rebites)
Me chamaram de nerd na escola porque quase gabaritei a prova de física. Não levei aquilo muito a sério. Quando cheguei em casa, me atirei no sofá e coloquei o headphone no ouvido. Até aí, o dia andava normal, a mesma vegetação de todos os dias. Mas, meu amável velho parou na minha frente e ficou me olhando. Vi ele fazendo uns gestos, meio irritado. Tirei o fone e instantaneamente ele disse, aos berros: - Eu criei uma rockeira revoltada! Não sei exatamente o que ele quis dizer com rockeira, eu nem sou tão assim não, não façam uma imagem errada de mim. Na hora não me importei. Pra falar a verdade, nem prestei muita atenção, como de costume. Depois, quando eu já tinha estourado meus tímpanos de forma considerável, é que fui parar pra pensar nas duas situações agradabilíssimas que eu havia passado em apenas meio dia. Vejam bem, eu fui chamada de duas coisas completamente diferentes, que simplesmente não se encaixam. Se eu for uma, não posso ser a outra. Quem disse isso? A sociedade e sua mania de rotular a todo segundo tudo que existe. Existem aquelas coisas que devem e merecem ser rotuladas, mas e as pessoas? Te dão um rótulo que muitas vezes não te agrada; talvez pela cor chamativa demais ou pelas informações que colocam na embalagem, que é o que acreditam saber sobre você. Além disso, ainda impõem características a cada rótulo e, se você possui um, não pode possuir outro; são coisas que simplesmente não podem e não devem se encaixar - pela lógica deles -. Porque pra todo mundo, um nerd jamais ouviria rock, usaria um headphone e colocaria os pés em cima do sofá. O pobre do nerd tem que ser um robô. Todos os movimentos cuidadosamente calculados. Enquanto isso, um rockeiro, na concepção dos rótulos, não poderia ser quase um gênio da física simplesmente por ser rockeiro! Alguém me explica então, como eu poderia ser os dois? Ah claro, são pessoas diferentes e opiniões diferentes em questão. Queria eu parecer um gênio da física pro meu pai, creio que as coisas seriam bem mais fáceis assim. Mas a questão é que, julgar de acordo com o gosto musical dos outros ou da inteligência pode não dar certo, e na maioria das vezes não dá, pois nem todos se encaixam perfeitamente em alguma embalagem. Pessoas, não são mercadorias; e rótulos não servem pra nada. Tudo superficial. |
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Cópia instantânea
Acabei de ver um beija-flor, mas já vou logo avisando que o texto não tem nada a ver com beija-flores nem qualquer outro animal. Pensando bem, pode ser um animal sim; pra mim tanto faz a classificação que seja dada a esse ser humano tão desprovido de criatividade. Pronto, cheguei no ponto que queria chegar. Falta de criatividade. A maioria das pessoas sofre disso ás vezes. Eu, que sempre tenho idéia pra tudo, também sofro. O fato é que se eu não tiver idéia alguma, eu vou ficar sem, porque a coisa mais ridícula e ignorante é imitar alguém. E não é aquele imitar sutil, em que você no máximo rouba uma legendinha de foto no orkut aqui e um subnick de msn ali. No meu caso, eu acho sinceramente, que o ser humano de quem falo deve ter um transtorno obssessivo compulsivo por mim! Foi a melhor explicação a que cheguei. E não, não quero ser convencida, até porque nem me considero uma pessoa tão interessante assim de ser. Olha, o negócio é o seguinte: eu estou enlouquecidamente de saco cheio de ter alguém querendo ser eu. Sério mesmo. Uma hora cansa. Eu não vou continuar pro resto da minha vida pensando que eu tenho que ignorar. Na maioria das vezes, é bem maior do que eu. Imagine-se na minha situação: de um dia pro outro, alguém começa a te imitar, até então, ok. Mas aí isso passa a ser freqüente, e chega até o ponto de tal ser humano dizer que ama as mesmas coisas que você é apaixonada desde criança, de querer ouvir tudo que você ouve, de agir como você age, de falar como você fala, de dar um ctrl c + ctrl v em tudo que você escreve, além de ficar comparando as notas escolares, o ponto mais ridículo de tudo. Não, eu não quero ignorar mais! Não aceito mais ouvir que pode ser admiração, ainda se fosse. Não aguento mais e ponto final. Porque eu tenho que fingir que isso é uma coisa normal? Todo mundo diz: - Giu, calma, relaxa. Tenta não prestar atenção no que * faz, nunca vai ser você. Ok, isso eu sei, mas me encomoda. Falta de criatividade, de senso de ridículo, ignorância, admiração, infantilidade, seja o que for! Mas eu não tô mais afim de relevar. E o pior de tudo, de tudo mesmo, é que eu ainda tenho que ver bendito ser humano pregando a maior moral de cuecas sobre SER VOCÊ MESMO. |
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Avenida do tempo
Lembro como se fosse ontem (e de fato era). Ela entrou no carro e logo pegou um livro pra ler. As frenagens e arrancadas constantes não permitiam que ela se concentrasse, de jeito nenhum. Encostou a cabeça no vidro e tentou manter os olhos fixos no livro, não queria se perder. Mas se perdeu. Se perdeu no exato momento em que seus olhos se cruzaram com os olhos do céu, daquele azul claro mesclado com o branco algodão-doce das nuvens, que naquele dia se encontrava especialmente mais vivo por causa do sol forte. Reparou que as nuvens brincavam com ela. Uma hora estavam lá, e logo depois, já não as via. E como as nuvens, seus pensamentos foram passeando por todas as coisas já vividas, como em uma longa avenida do tempo. Foi aí que seu pensamento parou em uma parte do seu passado que ela preferia não lembrar. Um passado nem tão recente, mas nem tão passado. Algo que ela preferia que ficasse no seu 'pretérito' não por não ter sido bom. É que o durante foi, mas o fim não. Só deixou medo, desconfiança, insegurança e tantas outras coisas que ela lutou por todo esse tempo pra superar. De certa forma, foi fácil. Mas mesmo assim, ainda resta aquele pouquinho lá no fundo. Pouquinho esse que ela sempre acaba esbarrando quando se perde nos seus pensamentos. Pouquinho esse que as vezes pode ter feito com que ela perdesse uma oportunidade que jamais voltará. Mas também é o mesmo pouquinho que acaba de salvá-la de mais uma decepção, de novo. E de novo, futuramente. E o livro ficou aberto, naquela mesma página, que dizia que as coisas acontecem quando a gente menos espera, quando tudo parece tranqüilo. |
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Pode ser só mais um.
É exatamente isso que esse blog pode ser. Só mais um dos vários que eu já tive ou que eu vou ter, não sei. Sempre acabo enjoando, abandonando, eu tenho esse dom desde criança. Mas como eu também tenho que ter algo pra desabafar -o que sempre acaba vindo com mil desaforos- eu sempre vou lá e faço outro. Mudo o servidor, as cores, tudo pra ver se dura. E as vezes até dura. Mas veja bem, eu disse as vezes. Dessa vez o alvo foi o blogspot porque minha linda paciência me impede de fazer um layout, bem como minha pouco desenvolvida criatividade. E também porque aqui não tem aquela história de ter que ter um milhão de comentários -a pressão de alguns servidores me faz pensar que eu não tenho o controle- pra ser "legal". Até porque, eu com meu longo tempo pra internet nunca cheguei a ter mais de quinze comentários em blog nenhum mesmo. A escola pega valendo, minha mãe pega valendo, e a louça lá na pia vai me render um sermão daqueles se eu não for lá lavar agora ao invés de ficar aqui. Ps: Alguém tem alguma coisa doce pra me dar?Marcadores: paciência |
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